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Nova Geração de Tecnologias para a Saúde: lançamento do TICE.HEALTHY
 
 IPN lidera consórcio com 40 entidades para desenvolvimento de Nova Geração de Tecnologias para a Saúde. Primeiras respostas à disposição dentro de seis meses.

Um telemóvel simples de utilizar. Um ecrã táctil que facilita a um idoso, sozinho em casa, o contacto com um familiar, um amigo. Um aparelho que permite até jogar um jogo de cartas ou trocar mensagens entre ambos. Mais. Um telemóvel que, em caso de queda, acciona um alerta para familiares e organismos de saúde seleccionados.
Neste momento, este aparelho é apenas um protótipo, desenvolvido por uma empresa cipriota, cujas potencialidades estiveram em exposição no Instituto Pedro Nunes (IPN) durante o dia de ontem, mas em breve poderá ser um utensílio bem útil à disposição dos cidadãos mais idosos, a viver sozinhos, das suas famílias e das instituições de saúde do país, no âmbito do projecto TICE.Healthy – Sistemas para a Saúde e Qualidade de Vida, que aquele instituto pretende desenvolver com mais 40 entidades, entre empresas e unidades de saúde do país.
Este telemóvel é, aliás, um bom exemplo do que pretende este grande consórcio, lançado ontem, em Coimbra, e no qual serão investidos 7,5 milhões de euros. «Queremos criar utensílios pequenos, fáceis de utilizar, de custo acessível e úteis» que resolvam os problemas da população na área da saúde, tendo como base as potencialidades das tecnologias da informação, descreveu aos jornalistas Carlos Cerqueira, do IPN, confiante de que, dentro de seis meses, já haverá soluções para apresentar à população.

O objectivo do TICE-Healthy, liderado por investigadores do IPN e da Universidade de Coimbra, assim como pela empresa HIS – E-Health Inovation Systems, é criar uma espécie de “iTunes da Saúde”, «uma loja que comercializa as soluções ao nível da Saúde» para doenças degenerativas, para diabéticos ou doentes com níveis altos de colesterol, para profissionais de saúde, para entidades que lidam com pandemias ou para situações de urgência hospitalar.

Unidades de saúde serão “validadores”
«A ideia é tentar abarcar, desde o cidadão comum até às instituições de saúde», continuou Carlos Cerqueira, adiantando que, para já o projecto arrancará com nove produtos específicos mas que a ideia é que, dentro em breve, a loja tenha disponíveis centenas de soluções, para as mais variadas situações, que poderão passar pela monitorização de uma pessoa em casa ou, por exemplo, pelo controlo do doente dentro de um hospital.
Todos os serviços poderão, no futuro, ser adquiridos e utilizados num pequeno aparelho, como um telemóvel ou uma televisão fácil de utilizar, barato, mas de uma forma inovadora, uma vez que coloca a tecnologia de ponta ao serviço de pessoas de 70 ou de 15 anos, «seja qual for a sua formação e o seu nível de escolaridade», explicou o responsável do IPN, sublinhando a importância da parceria com as instituições científicas e também de saúde para o êxito deste projecto.
«É nas instituições científicas que são desenvolvidas as tecnologias. São as empresas que conseguem dar o desenvolvimento necessário para transformar uma tecnologia em produto e colocá-la no mercado e as instituições de saúde, como hospitais e as IPSS, são, no fundo, são os validadores das soluções», resumiu Carlos Cerqueira, recordando que são estas quem sabe «exactamente qual a necessidade do mercado, mas quem consegue testar protótipos e dizer se o produto pode ir para o mercado ou se tem de ser afinado».
Este projecto inovador é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e foi lançado ontem no IPN com a presença de parceiros do consórcio, no decorrer de um encontro que englobou uma mostra de tecnologia onde, por exemplo, esteve o telemóvel desenvolvido pela empresa cipriota, um braço cirúrgico ou um robô Cicerone que, através de um sensor laser, analisa o espaço envolvente e se desloca com precisão sem colidir com qualquer objecto ou pessoa.

Fonte: Diário de Coimbra
 
Inserido em 08-09-2014
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