Painel Principal  :  Notícias (Histórico)  :  Avião português s...
Notícias - Histórico
 
  Aceleradora   Bolsas & Empregos IPN   Formação  
  Geral   Incentivos   Incubadora   Laboratórios de I&DT   Notas de Imprensa   Prémios   Transf. Tecnologia e PI  
 
Avião português sem piloto já descolou
 
Assista, ao voo inaugural do primeiro UAV (Unmanned Aerial Vehicle) português, do consórcio PAIC (Portuguese Consortium for the Aerospace Industry), que está em exposição no Portugal Tecnológico 2010, na FIL.

Pode ver em http://aeiou.expresso.pt/aviao-portugues-sem-piloto-ja-descolou=f605445

Fonte: www.expresso.pt

O consórcio PAIC (Portuguese Consortium for the Aerospace Industry) cumpriu em Agosto a primeira campanha de testes de voo da plataforma aérea autónoma, não tripulada, Imperio SP1.

O Imperio SP1 é uma aeronave de 5 metros de envergadura com capacidade de carga útil de 20Kg com vista à monitorização de fogos e vigilância marítima. Os primeiros testes de voo da plataforma estão a ser efectuados durante Agosto e Setembro. Após esta campanha serão realizados voos com os primeiros protótipos da instrumentação e sensores a bordo.

A plataforma do Imperio SP1, desenvolvida e fabricada pela Active Space, Iberomoldes, INEGI, PIEP e Spin.Works, apresenta uma estrutura em fibras de carbono e de vidro e em compósito de cortiça, com envergadura de 5 metros e é dotado de um motor 3W de 157cm3 de 17 cavalos. Esta plataforma, desenvolvida em colaboração com a Lockheed-Martin – o gigante aeroespacial dos EUA, tem por objectivo ser dotada de sistemas civis de aviação sem piloto (UAVs) para detecção de fogos e vigilância marítima.

A Active Space Technologies, localizada na Incubadora do Instituto Pedro Nunes, forneceu os trens de aterragem, sistema propulsor e sistema eléctrico. Esteve ainda responsável pela integração e montagem do sistema e testes em solo.

Vários analistas estimam que o segmento das plataformas de veículos não tripulados (normalmente denominados UAVs) e serviços associados para aplicações civis vai valer cerca de 2,8 biliões de dólares entre 2010 e 2019, crescendo a uma taxa de 30% ao ano. O consórcio nacional investirá um total de 10 M€ em 5 anos, estando já assegurado por fundos próprios um investimento de cerca de 1,5 M€ para 2009-2010. Com vista ao financiamento da integração de sistemas na plataforma, foi submetida uma proposta ao QREN um Projecto Mobilizador inserido no PCT da Mobilidade com o objectivo de se construírem 3 plataformas e respectivos sensores, no valor de 6M€.

O projecto irá desenvolver e implementar todo o sistema, incluindo sensores embarcados, equipamento aviónico e estações de controlo de missão. Serão construídos dois demonstradores para observação florestal, incluindo detecção e monitorização de incêndios, e outro de monitorização oceânica para busca e salvamento, segurança e ambiente.

José Rui Marcelino, presidente da associação PEMAS, revela que a construção da plataforma Imperio SP1 “É um bom exemplo de cooperação, a par de outros, que a PEMAS tem liderado para dinamizar o sector Aeronáutico em Portugal” e que “augura um bom futuro ao projecto de desenvolvimento de UAS em sistemas de consórcio entre empresas e entidades do SCT nacional”.

Acerca do Imperio SP1

O objectivo do Império SP1 é estabelecer-se como uma plataforma de voo não tripulada que permita modularmente actuar em 2 valências distintas: suporte à Protecção Civil permitindo a vigilância aérea de baixo custo de zonas propensas a fogos florestais e suporte à vigilância marítima, focando-se na busca e salvamento, segurança e ambiente, usufruindo da grande autonomia em voo.

IMAGENS: http://dl.activespacetech.com/download.php?file=465PACI.zip

Acerca do PAIC

O PAIC, acrónimo em língua inglesa de Consórcio de Empresas de Aeronáutica Portuguesas (Portuguese Consortium for the Aerospace Industry), é um consórcio de 12 entidades nacionais constituído com o objectivo de desenvolver sistemas civis de aviação sem piloto (UASs, Unmanned Aerial System) em colaboração com a Lockheed-Martin. O PAIC resulta de um memorandum de entendimento assinado em finais de Setembro de 2007 com vista a uma proposta de contrapartidas a associar ao contrato de aquisição pelo Estado Português à Lockheed-Martin da modernização de cinco aeronaves P-3C. O PAIC tem sede em Gaia, estando prevista durante 2011 a selecção da região/cidade anfitreâ para sede do Consórcio.

Entidades Consorciadas: PEMAS (entidade lider), Active Space Technologies, CeNTI, CRITICAL Group, EDISOFT, EMPORDEF, IBEROMOLDES, INEGI, PIEP, Spin.Works, GMV, TEKEVER.
 
Inserido em 28-09-2010
Temas relacionados <Geral>  <Incubadora>  <Notas de Imprensa