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E-mail, redes sociais e downloads são as maiores ameaças à segurança da rede
 
O e-mail, as redes sociais e os downloads de software são hoje algumas das maiores ameaças à segurança da Internet, disse à Lusa o investigador da Universidade de Coimbra Francisco Rente.
Na véspera do Dia Europeu da Internet Segura, o coordenador do projeto NONIUS, que desde junho de 2008 testa de quatro em quatro meses a segurança da Internet portuguesa, afirmou que tosas as pessoas devem ter uma "utilização consciente" da rede e "primar" por perceber os perigos, tentando "contorná-los e evitá-los".

Para o investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra e Instituto Pedro Nunes (FCTUC/IPN), o e-mail, as redes sociais e os downloads de 'software (transferência de programas para um computador a partir da Internet) constituem atualmente os maiores perigos à segurança da rede.

Nesse sentido, aconselha: "Se eu recebo um e-mail escrito que não é na minha língua materna e de uma pessoa de que nunca ouvi falar eu não devo abri-lo porque há uma grande possibilidade de conter software malicioso".

Também se deve estar em alerta e não aceitar convites de pessoas desconhecidas nas redes sociais, pois "pode ser um sistema automatizado para a difusão de softwares maliciosos", alertou.

Francisco Rente afirmou também é importante fazer uma "utilização consciente e cautelosa" quando se transfere um programa da Internet, mesmo daqueles que não são pirateados, já que podem "sofrer de ataques".

O investigador sustentou, igualmente, que ter uma atitude "preventiva e cautelar" pode ajudar não só a pessoa que está na Internet com o seu computador pessoal, mas "os sistemas com que lida".

"Se um computador pessoal for comprometido após ter visitado uma rede social e posteriormente a mesma pessoa, utilizando o mesmo computador, aceder ao portal das finanças, dentro de determinadas condições há a possibilidade de um atacante através desse computador obter acesso indireto ao site das finanças através de uma rede social", exemplica.

O sistema informático NONIUS, desenvolvido pela FCTUC/IPN, concluiu no último estudo, de novembro de 2009, que o nível de segurança da Internet em Portugal, no setor estatal e privado, é considerado "perigoso".

Através da análise de cinco milhões de endereços e 72 835 domínios "pt" públicos e privados, o estudo concluiu que pelo menos um em cada cinco computadores está vulnerável.

O investigador Francisco Rente realçou que nos endereços e sites testados, o nível de segurança passou de "aceitável" para "perigoso" entre junho de 2008 e novembro de 2009.

Apesar do setor público e privado estarem os dois no nível "perigoso", o estatal é "o que está mais vulnerável" neste momento, acrescentou.

Como justificação, o investigador referiu a evolução tecnológica, nomeadamente a nível estatal e governamental.

"Esta evolução não foi acompanhada de uma preocupação em termos de segurança, por isso é natural que tenham surgido muitas vulnerabilidades", afirmou, sustentando que roubos de informação, adulteração e indisponibilidade de serviços são algumas das implicações.

Para tornar a Internet mais segura, o especialista sugere a criação de cursos de segurança em informação, recursos a serviços especializados por parte das instituições e uma atitude preventiva e cautelar por parte dos utilizadores.

Fonte: Diário de Notícias
 
Inserido em 09-02-2010
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