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Bluepharma avança para EUA e Venezuela e aumenta volume de negócios e emprego
 
A produção de medicamentos genéricos para os Estados Unidos da América (EUA) e para a Venezuela vai reforçar em 2010 a posição da Bluepharma no mercado farmacêutico internacional.

Paulo Barradas, presidente do conselho de administração da Bluepharma, criada em Coimbra em 2001, disse que o próximo ano deverá confirmar as tendências de crescimento que a empresa tem registado ano após ano. "Somos um sector com uma grande capacidade de exportação", disse, explicando que a Bluepharma procura "tirar partido da juventude do mercado dos genéricos", que existe há duas décadas.

Há dois anos, Paulo Barradas Rebelo integrou uma delegação de empresários portugueses que acompanhou o primeiro-ministro, José Sócrates, numa visita à Venezuela.

Naquele país da América do Sul, o licenciamento de vários medicamentos da Bluepharma está agora "numa fase relativamente adiantada", partilhando a empresa de Coimbra com mais quatro laboratórios nacionais um negócio de 20 milhões de euros.

À sua parte, a Bluepharma, através do contrato assinado na semana passada, venderá ao país de Hugo Chávez genéricos no valor de dois milhões de euros. "Esperamos que no início de 2010 estarão reunidas as condições para iniciarmos a exportação para a Venezuela", revelou o presidente da sociedade.

A Bluepharma encetou também a entrada no mercado dos EUA, após ter sido a primeira farmacêutica portuguesa certificada pela Food and Drug Administration (FDA), a agência norte-americana do medicamento, no âmbito de uma auditoria realizada este ano. "Já fizemos uma primeira exportação de medicamentos para os Estados Unidos, o mercado mais exigente do mundo nesta área", salientou Paulo Barradas.

Marca inspirada na cor azul ("blue", em inglês) da Terra vista do espaço e nas viagens marítimas dos descobridores portugueses, a Bluepharma aposta desde o início na sua internacionalização, exportando nos últimos anos para 20 países da União Europeia. "Tivemos esta vontade de criar um projecto inovador, com gente competente e muita qualidade. Somos uma empresa com vocação de ir para fora e com vontade de mostrar o que Portugal faz de melhor", afirmou.

Licenciado em Farmácia pela Universidade de Coimbra (UC), Paulo Barradas, protagoniza "uma atitude positiva" no dia-a-dia da empresa de S. Martinho do Bispo, que este ano participou na criação de uma "spin-off" com a UC dirigida à terapia fotodinâmica do cancro.

"Poderíamos estar aqui a queixar-nos da legislação laboral em Portugal, da fase que o mundo atravessa, mas temos uma atitude sempre positiva", acrescentou. Por fim, sublinhou Paulo Barradas, "temos a esperança de um dia podermos vir a lançar um medicamento completamente inovador" em Portugal.

A Bluepharma, que em Fevereiro celebra o nono aniversário, prevê aumentar este ano o seu volume de negócios para 15 milhões de euros, após ter atingido os 12 milhões em 2008.

Criada em 2001, na sequência da compra de uma antiga unidade da multinacional Bayer, que laborava no mesmo local há algumas décadas, a empresa começou por acolher 58 trabalhadores, empregando agora 158.

"É uma empresa farmacêutica completa, que vai desde a investigação à comercialização do medicamento", declarou Paulo Barradas Rebelo. Investigação e desenvolvimento (I&D), produção industrial e comercialização de medicamentos genéricos são os três ramos de actividade da Bluepharma. "Vendemos também tecnologia a empresas nacionais e estrangeiras", referiu.

Em Fevereiro próximo será inaugurado um novo centro de I&D, agora em construção, adaptando para esse fim o mais antigo edifício da empresa."Será uma área de investigação e desenvolvimento e de controlo de qualidade de medicamentos, com 1200 metros quadrados, que pensamos vir a ser uma referência no nosso país", disse.

Segundo Paulo Barradas, "tem sido uma luta constante" da firma para assinalar "todos os aniversários com algo de positivo".

Oito anos depois, "aqui estamos com solidez", adiantou, prevendo que vão ser criados 40 novos postos de trabalho nos próximos três anos. "Vamos crescer até às 200 pessoas, sempre gente muito qualificada e maioritariamente na área da I&D e controlo de qualidade", frisou Paulo Barradas.

Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411474
 
Inserido em 26-11-2009
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