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“Critical tem a ambição que falta a Coimbra”
 
A ambição, uma das características da Critical Software, é «um dos défices de Coimbra», segundo o director executivo (CEO) da empresa sedeada nesta cidade e que tem alcançado êxito a nível mundial. «Temos uma Universidade que tem grupos de investigação de referência, com pessoas muitíssimo talentosas, mas a jusante isso acontece muito pouco, porque há um défice de ambição», refere Gonçalo Quadros.

No programa “Dois dedos de conversa”, realizado na Góis Joalheiro e a transmitir hoje, entre as 12h00 e as 13h00, na Rádio Regional do Centro (96.2 FM), o CEO da empresa destaca: “A Critical é um exemplo de três pessoas que resolveram enveredar por um caminho que, em Coimbra, não é muito tradicional, de quem estava a fazer uma formação qualificada, nomeadamente o doutoramento, optou por sair da Universidade e utilizar esse conhecimento num projecto empresarial».

Gonçalo Quadros recorda que «a empresa apareceu no contexto da Universidade de Coimbra, que tem sido muito fértil em ideias, em pessoas competentes e em projectos muito interessantes», foi incubada no Instituto Pedro Nunes (IPN) e aponta «a humildade e a ambição» como as principais características da Critical. «Há pessoas que sabem, mas não há nenhuma razão para sabermos mais e sermos melhores», diz.

«O projecto tem percorrido um caminho que nos tem destacado, mas sabemos que a nível empresarial não se trata de um sprint, mas sim de uma maratona», refere, considerando que a Critical Software «ainda não é uma empresa de sucesso, mas bem sucedida». «O importante é garantir que a empresa segue o seu caminho, sem depender de ninguém em especial, e produzir tecnologia à escala global para ser vendida num mercado de massa, porque num nicho a nossa capacidade de gerar riqueza esgota rapidamente», explica.

Criado em 1998, por Gonçalo Quadros, João Carreira e Diamantino Costa, o grupo Critical tem cerca de 440 trabalhadores em várias partes do mundo. «Podemos estar em qualquer lado e precisamos de atrair pessoas talentosas, por isso é que abrimos escritórios em vários locais, incluindo em Portugal, um país pequeno, mas com uma mobilidade reduzida», descreve o CEO da empresa.

Por outro lado, Gonçalo Quadros revela que, no início, os três fundadores da Critical pensaram instalar a empresa fora de Coimbra, porque aqui «enfrentaram muitas dificuldades». «O que consumiu mais energia não era trabalhar, mas procurar espaço para sair do IPN, que foi muito generoso para nós», refere.
«A qualidade de espaço é importante, porque fazemos um trabalho criativo e temos de nos sentir bem», sustenta o empresário, a propósito das instalações construídas no Parque Industrial de Taveiro, e recordando que para iniciar o projecto «não era preciso muito dinheiro, porque o saber é o mais importante».

Lembra, ainda, que o banco lhes recusou o financiamento, aconselhando-os a seguir a carreira académica, sublinhando que foi possível iniciar a Critical graças ao trabalho proporcionado por duas empresas: a Soporcel e a Siemens. «Dedicávamos o dia à investigação para o doutoramento e a noite aos projectos que proporcionavam dinheiro», conta Gonçalo Quadros.


Fonte: Diário de Coimbra.
Edição: 18 de Outubro de 2009.
 
Inserido em 20-10-2009
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