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Mover robôs apenas com o poder da mente
 
Portugal participa num projecto inovador de interacção entre pessoas e máquinas. O "Poder da Mente" consegue fazer mexer robôs à distância e, apesar de ainda ser um projecto de investigação, já se pensa nas inúmeras aplicações possíveis. A experiência coloca a Universidade de Coimbra na vanguarda da investigação mundial que pretende potenciar ao máximo o poder da mente. Um robô desenvolvido pelo Instituto de Sistemas e Robótica da Universidade de Coimbra desloca-se através do pensamento de uma pessoa que está a 1500 quilómetros de distância. Os impulsos cerebrais do investigador do Hospital-Universidade de Genebra, o parceiro deste projecto, são captados pelos eléctrodos que tem na cabeça e enviados através da Internet para o robô que está em Portugal.

O investigador Nuno Semedo explica que na Suíça, os investigadores têm acesso à imagem do olho do robô, ou seja, a imagem que nós estamos aqui a produzir no robô é vista por eles num monitor. Depois têm outro monitor com três quadradinhos a piscar em frequências diferentes e em velocidades diferentes, em que se consegue interpretar os sinais cerebrais causados por se estar a olhar fixamente para esses quadrados. É como se o nosso cérebro estivesse a emitir uma ordem para o nosso corpo desempenhar qualquer tarefa, só que quem a executa é o robô. A máquina efectua o comando de andar para a frente consoante o olhar do investigador se fixa no quadrado de cima, ou para os lados conforme a direcção do olhar. A resposta remota do robô ao estímulo visual é imediata e sem fios, o que sugere variadas aplicações. Há um conjunto de pessoas que passam a estar incluídas, garante Jorge Dias, o coordenador do projecto em Portugal que elucida para a necessidade de haver empresas que coloquem este tipo de interfaces no mercado. Para este investigador e docente da Universidade de Coimbra como esta tecnologia não é extremamente cara neste momento é previsível que dentro de cinco anos seja uma realidade que se consubstancie na ajuda, que será fundamental, para devolver às pessoas que já não dominam todas as suas capacidades motoras, a possibilidade de realizar tarefas que parecem tão banais como atender um telefone ou fechar uma porta.

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Fonte: Expresso.pt
 
Inserido em 26-05-2009
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