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Universidade de Coimbra licenciou patente nascida de projecto de investigação
 
O gabinete de transferências do saber da Universidade de Coimbra (UC) realizou em 2008 o primeiro licenciamento de uma patente nascida de um projecto de investigação naquela instituição, revelou hoje o vice-reitor, Pedro Saraiva.

Embora recusando adiantar pormenores, dado os acordos de confidencialidade existentes associados ao licenciamento de propriedade industrial, Pedro Saraiva afirmou que se trata de um "mecanismo óptico que permite avaliar o estado de amadurecimento de uma fruta".

A tecnologia, acrescentou, foi desenvolvida no departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Segundo Pedro Saraiva, o gabinete de transferências do saber da UC tem em curso, em 2009, um segundo licenciamento de tecnologia, tendo já sido assinado um contrato-promessa nesse sentido.

A Universidade de Coimbra possui, desde há quatro anos, um regulamento de propriedade industrial, cujo portfólio agrega 15 patentes.

"Somos muito selectivos nas patentes que incorporamos", disse o vice-reitor, responsável pelos pelouros da Qualidade e Inovação e Transferências do Saber.

Pedro Saraiva disse ainda que, anualmente, dez investigadores "batem à porta" do gabinete de transferências do saber da instituição, cujos projectos resultam, em média, em cinco patentes registadas.

"São números muito simpáticos", frisou.

O "ecossistema de apoio à inovação" na Universidade de Coimbra, frisou, resulta de várias etapas: nasce da investigação laboratorial e culmina na incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN), uma estrutura fundada pela UC em parceria com empresas e organismos públicos.

Na última década, a UC ajudou a gerar cerca de 100 empresas, uma média de dez por cada ano, que resultam de uma acção concertada com o Instituto Pedro Nunes, sustentou o vice-reitor.

"Só podemos orgulhar-nos disto. O IPN é não só uma referência nacional, como internacional", frisou, referindo que a nível internacional em média as universidades geram "quatro a cinco 'spin-off' por ano".

Recentemente, a incubadora do IPN, criada em 1996, foi eleita a segunda melhor do mundo, num concurso onde participaram 53 incubadoras de empresas de base científica, oriundas de 23 países.

"É um prémio muito prestigiante e a prova da excelência e do reconhecimento internacional de um dos elos da cadeia de apoio à inovação", disse Pedro Saraiva.

Aludindo à taxa de sobrevivência de 80 por cento das empresas sedeadas na incubadora do IPN, as quais apresentaram, em 2008, uma facturação de 50 milhões de euros, o vice-reitor considerou-a "notável".

"Demonstra o extraordinário trabalho da professora Teresa Mendes [directora do IPN] e de toda a sua equipa", frisou.

Para o futuro, Pedro Saraiva afirma que o desafio passa por "consolidar a lógica" do apoio à inovação na Universidade de Coimbra, consubstanciada, igualmente, num "grande esforço de formação" através da promoção de novos cursos de empreendedorismo de base tecnológica.

Depois dos cursos realizados em anos anteriores, um dos quais em Angola, a Universidade de Coimbra vai lançar em 2009 a primeira edição de um curso de empreendedorismo de base tecnológica de ensino à distância, que tem já candidatos de vários países, disse o vice-reitor da UC.

"Actualmente, não há razão nenhuma para que alguém que esteja no exterior não possa dedicar 30 horas do seu tempo a uma formação básica em inovação e empreendedorismo", defendeu.

JLS/FF.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1145237
 
Inserido em 16-02-2009
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