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Universidade de Coimbra desenvolve robô-cirurgião
 
Investigadores da Universidade de Coimbra estão a criar um robô que, dentro de alguns anos, estará apto a realizar cirurgias minimamente invasivas nos hospitais, com grande inovação relativamente às soluções existentes.

Dentro de um ou dois anos poderá ser utilizado já em situações reais na tele-ecografia, por ser uma aplicação não invasiva, e um ano depois poderá ser testado em cirurgia de cadáveres, antes de humanos vivos, explicou à agência Lusa Rui Cortesão, coordenador do projecto.

Para este docente de electrotécnica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), este robô em desenvolvimento pesará apenas 27 quilogramas e será "bastante mais barato" do que um similar existente no mercado, o Da Vinci.

Segundo Rui Cortesão, o Da Vinci custa um milhão de euros, tem uma dimensão elevada, ocupando uma sala, e não transmite ao cirurgião a sensação de contacto, a informação de força, ao contrário do sistema em desenvolvimento.

O robô médico, designado de WAM, de acordo com o investigador, será indicado para cirurgia minimamente invasiva, ou seja, para a cirurgia que se realiza através de pequenos orifícios abertos no corpo humano, ou pelos orifícios naturais.

"Melhor conforto para o cirurgião, integração em tempo real dos dados intra-operativos (movimento guiado por imagem e movimento controlado por força), cirurgia menos dolorosa e traumatizante para o paciente e tempo de recuperação mais curto" são algumas das características do invento, refere uma nota do gabinete de imprensa da FCTUC.

O robô, que poderá estar no mercado "dentro de cinco a sete anos", possui "um 'coração' recheado de um software altamente sofisticado composto por inúmeros algoritmos de controlo e diversos sensores, dotando-o de uma inteligência superior e de graus de liberdade extra que estão ao dispor do cirurgião", acrescenta.

De acordo com a mesma nota, o WAM "tem uma precisão intrínseca para garantir a máxima segurança", dispondo de uma "arquitectura de controlo global para garantir tolerância a falhas sensoriais e robustez a erros nos modelos".

Além da utilização na cirurgia, o robô ajuda o cirurgião no treino de destreza para situações reais e poderá ter uma aplicação na tele-ecografia.

"Com o encerramento de maternidades este robô poderá ser uma boa opção. O ginecologista pode estar em Coimbra e examinar ecografias de Bragança, Viseu, Guarda ou Castelo Branco. Para tal bastará a presença de um técnico no hospital", refere a mesma nota da FCTUC.

Iniciada há um ano, embora na sequência de estudos ao longo de cinco, a investigação conta com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Envolve sete investigadores da FCTUC e, numa fase avançada de testes, agregará a colaboração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1013461
 
Inserido em 16-09-2008
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