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Coimbra tem ambiente de inovação propício ao país
 
O primeiro-ministro está «orgulhoso» do trabalho desenvolvido por Coimbra na área da tecnologia e da ciência. José Sócrates iniciou a digressão de dois dias pelo distrito com visitas à incubadora de empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN) e ao ITeCons - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Ciências da Construção, instalações ontem inauguradas oficialmente pelo governante.
«Ligar o mundo empresarial ao mundo da universidade é muito meritório, pois contribui para o conhecimento no país. Gosto deste espírito de entusiasmo, energia e ambição», afirmou José Sócrates após visitar as instalações do IPN..
O discurso adoptado pelo primeiro-ministro nos dois locais visitados de manhã rondou sempre a colaboração entre as empresas e a universidade. «Criar sinergias é o caminho dos países modernos que querem vencer na economia global», considerou no ITeCons.
No IPN, José Sócrates enalteceu o «trabalho notável» desenvolvido pela incubadora de empresas desta instituição, onde já alguns anos nasceram, entre outras, a Critical Software e a Crioestaminal, que José Sócrates qualificou de «símbolos nacionais».
O político elogiou o trabalho da cidade e da universidade, concluindo que «contribuem para um ambiente de inovação propício ao país». «O dever do Estado é dar oportunidades a todos os que têm boas ideias. É por isso que o Estado investe aqui, onde há uma aposta na ciência e na tecnologia, com muitos jovens», acrescentou.
A interactividade também esteve presente, com as inovações tecnológicas a serem apresentadas ao governante. No IPN, José Sócrates fez uma viagem ao interior do corpo humano, através de equipamento 3D. Segundo o primeiro-ministro, ao iniciar nestas duas instituições o programa “Coimbra Governo Presente”, o Executivo vincou «uma aposta bem clara na importância do conhecimento».

Poder político representado em força
José Sócrates não viajou sozinho para Coimbra. Também integraram a comitiva os ministros das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (Mário Lino), da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Mariano Gago), da Cultura (José António Pinto Ribeiro) e da Justiça (Alberto Costa), bem como vários secretários de Estado.
O governante foi recebido por Carlos Encarnação (presidente da Câmara Municipal de Coimbra) e Seabra Santos (reitor da Universidade de Coimbra), entre outros políticos.
António Tadeu (director do ITeCons) e Teresa Mendes (directora do IPN) revelaram satisfação com a visita do primeiro-ministro e consideraram a inauguração «um marco importante para o país»

José Sócrates deixou ontem claro que o Governo vai apoiar o projecto de candidatura da Universidade de Coimbra (UC) a Património Mundial da Unesco, por o considerar «importante não só para a cidade e a região Centro, mas para todo o país». Fica, assim, garantida uma verba de cerca de 20 milhões de euros, a inscrever no Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), dos quais 7,6 milhões chegam já em 2009. O financiamento, que se estende até 2011, abrangerá três intervenções estruturantes na zona da Alta Universitária, consideradas pelo reitor Seabra Santos como «fundamentais para o sucesso da candidatura»: a recuperação do Colégio da Trindade, para nele instalar o Tribunal Universitário Judicial Europeu; a construção da nova Biblioteca da Faculdade de Direito na Casa dos Melos; e a construção de um Centro de Interpretação e Divulgação da UC, no Largo dos Colégios.
«Estaremos sempre disponíveis para ajudar nesta candidatura, mas queremos começar a ajudar já. Queremos que este projecto tenha a credibilidade necessária para que possa ser bem acolhido e possa ser vitorioso», disse o primeiro-ministro, recebido na Biblioteca Joanina, depois de uma visita ao Instituto Pedro Nunes e ao Instituto para a Tecnologia da Construção. José Sócrates frisou que não veio apenas «deixar boas palavras» mas assumir «um compromisso financeiro».
O chefe do Governo destacou o contributo deste projecto para uma «política moderna de cidades». «O sucesso económico do país depende da afirmação das suas cidades. As que têm mais sucesso são as que são capazes de preservar a identidade, a memória e o seu património histórico, valorizando-o ao serviço de políticas de desenvolvimento», lembrou, fazendo «um justo elogio ao projecto» da UC.
«A cidade de Coimbra está de volta, com a confiança de quem acredita em si própria, e não precisa que lhe dêem lições sobre como olhar o futuro». No mesmo entendimento de Carlos Encarnação – que havia apontado a «ignorância e o preconceito» como únicas justificações para pensar que a UC é uma instituição parada e fechada sobre si -, o primeiro-ministro notou que «não há pior provincianismo do que considerar Coimbra uma cidade provinciana».
O protocolo de apoio do Governo à candidatura da Universidade de Coimbra a património mundial foi assinado ontem pelo ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, com os secretários de Estado da Administração Pública e do Ordenamento do Território e das Cidades, bem como pelo reitor da UC.

Reitor garante que “Coimbra está de volta”

A classificação da Universidade como património mundial significa, nas palavras do reitor, «um desejo de transformação do espaço físico e valorização do património intangível e uma profunda determinação na mudança das mentalidades e atitudes».
Seabra Santos declarou que, assim, «Coimbra está de volta». Já não a cidade que «se acomoda e compraz à sombra da velha Torre da sua Universidade, a olhar apenas para si mesma e a reclamar o respeito dos outros pela sua nobreza decadente», nem a cidade da Termec, da Mondorel, da Triunfo, da Ideal, da Centralcer, da Argus, da Sociedade de Porcelanas e de «tantas empresas que não souberam antecipar a necessidade de mudança». A cidade que hoje se levanta, disse o reitor, é da Critical Software, da farmacêutica Bluepharma, da empresa de automação ISA, da Crioestaminal e de outras que apostam na inovação científica e tecnológica. Seabra Santos ressaltou ainda a postura de organização da cidade em rede, «com os municípios envolventes, com base numa teia de complementaridades para as quais a UC contribui de forma decisiva».
As acções da UC, centrais para o propósito da candidatura, enquadram-se no paradigma de desenvolvimento baseado no conhecimento e na inovação que o Governo tem defendido, defendeu. O projecto tem ainda «o mérito» de transformar um conjunto de investimentos isolados – intervenções no Convento de Celas, Igreja de Santa Cruz, Sé Velha, Convento de Santa Clara-a-Velha, Museu da Ciência ou Machado de Castro – «num programa consistente e numa estratégia concertada de formação de recursos humanos e valorização do território».
Seabra Santos considerou agora importante complementar o esforço já feito com «mais alguns anos de investimento», garantindo à Câmara Municipal e à Universidade as condições para ver atribuída a classificação de Património Mundial pela Unesco.

Fonte: Diário de Coimbra (http://www.diariocoimbra.pt/18702.htm)
 
Inserido em 16-06-2008
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