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Critical Software assina contrato com a Telecomunicações de Moçambique (TDM) durante visita de Cavaco Silva a Moçambique
 
Dinamizar os investimentos portugueses em Moçambique promete ser uma das prioridades da agenda de Cavaco Silva durante os próximos três dias, no âmbito da sua estratégia de diplomacia económica. As expectativas em torno da visita do chefe de Estado a Maputo, que se fará acompanhar por 45 empresários, são grandes. Mas, até agora, só está garantida a assinatura de dois acordos empresariais. Os protagonistas são a Galp e a Critical Software. A petrolífera portuguesa prepara-se para fechar mais um contrato na área dos biocombustíveis, um segmento de negócio que irá absorver, nos próximos dois anos, mais de 200 milhões de euros na adaptação do seu parque refinador, em Sines e Matosinhos.

Este será assim o segundo acordo desta natureza que a Galp fecha com este país africano, onde está presente na distribuição de combustíveis e na exploração e produção de petróleo. Em Dezembro passado, a empresa liderada por Ferreira de Oliveira fechou negócio com a Companhia do Búzi para o cultivo de oleaginosas e respectivo tratamento industrial. O alvo é a produção de 65 mil toneladas de óleo vegetal por ano que será, posteriormente, destinado às refinarias em Portugal.

Já a Critical Software prepara-se para assinar hoje com a Telecomunicações de Moçambique (TDM) um contrato para a instalação de uma solução de gestão de rede na operadora local. Segundo Rui Melo Biscaia, director de comunicação da tecnológica portuguesa, o negócio vai permitir à TDM prevenir situações de fraude e uso abusivo da sua rede (alguns países africanos ainda têm uma taxa elevada de “puxadas” de linhas telefónicas).

Mas não só destas duas empresas se falará nos próximos dias, já que seguem mais negócios na comitiva. Abdool Vakil, presidente do Banco Efisa, do grupo Banco Português de Negócios, vai a Moçambique em busca de hipóteses de investimento e de parceria. “O banco está a analisar oportunidades em novos projectos de parceiros locais, na área da banca de investimento”, adiantou o banco.

Pelo lado da Tecnidata, o presidente do conselho de administração, António Maria de Mello, irá averiguar as oportunidades de negócio que existem em Moçambique para a empresa. “Temos dado resposta a algumas consultas de empresas moçambicanas e achamos que existe potencial e oportunidade face ao crescimento económico e ao tecido empresarial”, explica ao Diário Económico.

No sector da saúde, o destaque vai para os Laboratórios Azevedo e para a Bial. A primeira, que já domina um terço das farmácias em Moçambique através da rede Farmoz, quer reforçar a sua presença local. Esta empresa, liderada por Thebar Miranda, encontra-se igualmente presente no negócio da importação de medicamentos através da Medis Farmacêutica. Quanto à Bial, os objectivos são mais arrojados. A farmacêutica está a estudar a construção de uma fábrica de medicamentos injectáveis em Moçambique, projecto que deverá custar cerca de cinco milhões de euros.

Não é por acaso que Moçambique é o primeiro país africano que Cavaco visita enquanto Presidente da República. A sua ligação afectiva ao país remonta a 1963 quando, como alferes miliciano e ainda em lua-de-mel, aterrou em Lourenço Marques (agora Maputo) para uma comissão militar de dois anos. Tempos que serviram para se “apaixonar definitivamente por Moçambique”, como lembra no primeiro volume da sua autobiografia política. No regresso a Portugal, trazia “uma paixão por aquelas terras”.

A segunda vez que aterrou em Maputo, para um visita oficial como primeiro-ministro em 26 de Setembro de 1989, acabou por ser “um choque”. Mais de 20 anos depois, “Maputo já não era a cidade acolhedora, cheia de vegetação, com ruas floridas, boas lojas, cafés simpáticos com esplanadas movimentadas”, escreve.

E agora, mais de 30 anos depois da primeira estadia, como terão Aníbal e Maria Cavaco Silva encontrado a cidade da sua lua-de-mel? A visita oficial tem início hoje, mas o casal presidencial já se encontra em Moçambique em férias privadas desde a semana passada. Levaram os filhos, para lhes mostrar como foram os primeiros tempos da família e garantiram ao Parlamento que esta parte da viagem é feita, “como é óbvio, a expensas do próprio”. Cavaco Silva torna-se assim o primeiro chefe de Estado e de Governo português a passar férias na antiga colónia.

Fonte: http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/observatorios/pt/desarrollo/1103339.html
 
Inserido em 25-03-2008
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