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Critical Software “duplica” sede
 
A Critical Software vai "duplicar" a sua sede no Parque Industrial de Taveiro. A empresa vai expandir-se para um edifício contíguo e as obras devem estar concluídas dentro de seis meses.

A actual sede da Critical Software já não chega para acolher todos os recursos humanos, havendo neste momento, cerca de "50 ou 60 pessoas" que, actualmente, não se encontram a trabalhar nas instalações da empresa. "Este espaço começa a ser pequeno, já está saturado e o nosso objectivo é trazer todos os recursos para o mesmo local e manter a nossa capacidade de crescer", adiantou ontem ao DIÁRIO AS BEIRAS, Gonçalo Quadros, director-geral (CEO) da Critical. Os responsáveis da empresa de Coimbra pretendem que as novas instalações estejam prontas em finais de Setembro ou no início do próximo mês de Outubro. "Já temos o projecto feito. Estamos apenas a seleccionar a empresa que o vai elaborar", revelou Gonçalo Quadros. A Critical Software aproveitou um bloco (situado ao lado da actual sede), onde estava instalada uma outra empresa que entretanto desistiu do projecto. "Acabámos por ficar com o trabalho meio feito. No fundo, trata-se de aproveitar aquela estrutura e construí-la à nossa medida, para o tipo de actividade que nós fazemos", esclareceu. O novo espaço, em termos de área (tem entre 1 500 e dois mil metros quadrados) é "um pouco maior" do que a sede – tem três pisos (incluindo uma sub-cave) – o que representa "uma duplicação" das instalações da empresa no Parque Industrial de Taveiro.
O anúncio foi feito ontem, durante a visita de alguns membros da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional à Critical Software. A iniciativa – que incluiu, da parte da tarde, uma visita de trabalho ao Centro de Inovação em Biotecnologia (BIOCANT), em Cantanhede (ver página 9) – teve como objectivo conhecer in loco as realizações nacionais "em matéria de inovação e desenvolvimento tecnológico, ao nível do tecido empresarial, de associações representativas dos interesses do sector e do mundo académico". Rui Vieira, presidente da Comissão Parlamentar, disse que o programa de visitas "não pode ter começado da melhor forma". "A Critical apresenta um conjunto de soluções que a projectam para um nível não só nacional e que, graças à sua massa crítica, a torna capaz de ombrear com as melhores empresas".
A Critical Software é uma das principais tecnológicas portuguesas em fase de expansão. No ano passado, registou num crescimento do volume de negócios que ultrapassou os 60 por cento. Emprega, actualmente, cerca de 300 engenheiros distribuídos pelos centros de desenvolvimento de Coimbra, Lisboa, e Porto, e as subsidiárias no Reino Unido, Estados Unidos da América e Roménia (que abriu em Agosto de 2007). A empresa desenvolve soluções, serviços e tecnologias inovadoras para sistemas críticos de negócio dos seus parceiros e clientes empresariais. Os seus clientes estão situados em todos os continentes e operam nos sectores aeroespacial, defesa, serviços financeiros, governo, indústria, espaço e telecomunicações. Este ano, a empresa iniciou "um novo ciclo com a criação de uma empresa spin-off – a Critical Links", posicionada para a colocação no mercado do produto edgeBOX, destinado a simplificar a utilização dos meios de comunicação nas PME. O desempenho da Critical, ao longo dos anos, coloca-a, há quatro anos consecutivos (desde 2004) "no ranking das 500 empresas europeias de mais rápido crescimento e mais forte capacidade de geração de emprego – patrocinado pela Business Week", referiu o director-geral durante uma pequena apresentação da empresa aos membros da comissão parlamentar, na qual esteve também presente o governador civil do distrito de Coimbra.
Para 2008, as previsões da Critical apontam para a manutenção de uma boa capacidade de crescimento. "Queremos crescer e melhorar a nossa capacidade de gerar riqueza", afirmou Gonçalo Quadros. A empresa espera facturar 19 milhões de euros, com idênticos níveis de rentabilidade e mantendo uma muito forte capacidade de exportação.

Engenheiros romenos

Devido à dificuldade em conseguir recursos humanos nas áreas em que labora, a Critical Software começou, recentemente, a recrutar engenheiros romenos. Aliás, Gonçalo Quadros realçou a presença já forte de estrangeiros na empresa. "Entre 15 a 20 por cento dos nossos recursos são estrangeiros. Temos uma forte presença de romenos, sobretudo agora com a nossa subsidiária em Bucareste", adiantou. O CEO da empresa lembrou que há muitos engenheiros romenos que vêm para Portugal e que "vêm com gosto". Depois regressam e voltam para a subsidiária. Ao todo, são cerca de 300 pessoas que trabalham na Critical, dos quais, cerca de 50 são estrangeiros (destes, mais de 20 são romenos). "É um fenómeno que advém do facto de estarmos na Roménia. Já estávamos no terreno, mas só em Agosto de 2007 abrimos uma subsidiária", referiu. Os engenheiros são contratados no país de origem, vêm para Portugal por um período mínimo de seis meses e depois regressam. "Parte deles querem permanecer cá, ficam fascinados com o país", lembrou. Havendo "falta de recursos nesta área em Portugal", a Critical tem nos seus quadros pessoas oriundas da Espanha, do Reino Unido, Alemanha, França, China, Índia ou do Brasil

fonte:
http://www.asbeiras.pt/index.php?area=coimbra&numero=55922&ed=19022008
 
Inserido em 19-02-2008
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