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A "universidade" das empresas do IPN está nomeada para prémio europeu
 
"Aceleradora" pega em empresas de base tecnológica e ajuda-as a crescer e a expandir-se para novos mercados. Há 23 a trabalhar nas instalações do Instituo Pedro Nunes.



“Na incubadora fazemos o infantário, creche e primária. Depois, na ‘aceleradora’ fazemos o secundário e a universidade”, diz o director da TecBis, Paulo Santos. Esta será talvez a forma mais simples de apresentar a TecBis, a “aceleradora” de empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN).

Substitua-se “crianças” por “start-ups”, “jovens por “empresas” e percebemos melhor como funciona a metáfora do responsável pela estrutura sediada em Coimbra. Se na incubadora — a actividade de origem do IPN que arrancou em 1995 — a instituição ajuda as start-ups a dar os primeiros passos com o objectivo de aumentar a sua taxa de sobrevivência, a “aceleradora” é destinada a empresas já noutra fase de maturação. “Aqui já é a Champions League”, começa por dizer Paulo Santos que, com Rui Miranda, coordenador da TecBis, nos vai levar numa visita pelos corredores da “aceleradora”.

Nas salas do edifício D do IPN estão as empresas “que mostram maior ambição, que já passaram o vale da morte” — ou seja, que sobreviveram à fase de start-up e que estão “vocacionadas para a internacionalização e intensificação tecnológica”.

É esse trabalho iniciado em 2014 que a Comissão Europeia reconhece, através da nomeação para o prémio Regiostars, atribuído a projectos que configurem boas práticas regionais financiadas por fundos comunitários. A TecBis, que conta com investimento total de 8,2 milhões de euros (7 milhões dos quais provêm do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), está nomeada na categoria Especialização Inteligente para Inovação de Pequenas e Médias Empresas e a decisão vai ser conhecida no próximo 10 de Outubro, em Bruxelas.

Em média, 50% do volume de facturação das empresas sediadas na TecBis provém do estrangeiro, aponta Rui Miranda. “É esse o caminho que as pequenas e médias empresas devem seguir”, argumenta Paulo Santos. Em Portugal, a taxa de exportações em percentagem do PIB ronda 40%, mas “tem de se fazer mais”.

Artigo publicado no Público disponível na íntegra em https://www.publico.pt/2017/09/18/local/noticia/a-universidade-das-empresas-do-ipn-esta-nomeada-para-premio-europeu-1785594
 
Inserido em 18-09-2017
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