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Região Centro inova com exploração do Espaço
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Chega ao fim um programa liderado pelo Instituto Pedro Nunes que gerou emprego e inovação no centro do país, apoiando empreendedores que vêem no Espaço outras oportunidades de negócio.

O Instituto Pedro Nunes (IPN) iniciou em 2015, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, um programa de promoção da “economia do Espaço” e de apoio das atividades da incubadora de empresas portuguesas da Agência Espacial Europeia que decorrem na Região Centro (SIAC ESA BIC).

Em jeito de balanço, este programa apoiou mais de 200 jovens empreendedores para as oportunidades da “economia do espaço”, alguns dos quais estão em processo de criação de 12 novas empresas que vão utilizar tecnologia espacial em mercados terrestres. Este projeto ajudou também na criação de emprego jovem com 60 novos postos de trabalho e facilitou o acesso a investidores e a financiamento público pelas startups apoiadas. O projeto SIAC ESA BIC é cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

No que respeita a empresas da Região Centro já constituídas e apoiadas pela incubadora de empresas portuguesas da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Portugal), a Active Aerogels, Airbone Projects, Findster, Matereo, Space Layer Technologies, Stratio e Theia são alguns exemplos de empresas que estão a transferir tecnologia do Espaço para mercados terrestres, criando novos serviços e produtos em diversos setores da economia, em áreas como a saúde, energia, transportes, segurança e vida urbana.

Uma nova fonte de crescimento económico e inovação


Durante muito tempo, o setor espacial foi mais vocacionado para objetivos estratégicos relacionados com a ciência e exploração do Espaço. Contudo, essa realidade tem vindo a mudar e este setor tem atraído cada vez mais a atenção de outros atores, como estados, empresas e investidores privados. A "economia do Espaço" tornou-se um setor com impacto real, trazendo inovações disruptivas e muitas novas oportunidades de negócio, sobretudo quando aplicadas a outros setores da economia.

Sob a liderança da Agência Espacial Europeia (ESA), a indústria espacial europeia tem desenvolvido tecnologias espaciais de alto nível para uso no Espaço, mas estas tecnologias também encontram o seu caminho de volta à Terra para as mais diversas aplicações com impacto na vida quotidiana. O sistema de navegação por satélite Galileo, por exemplo, ao fornecer uma precisão inigualável, está a criar a sua própria área de negócios, com centenas de startups a explorar esta oportunidade.

O programa Copernicus, uma espécie de caixa de Pandora de dados de Observação da Terra, é outra tecnologia espacial que está a ser incorporada em novos produtos e serviços do futuro no domínio do ambiente, da proteção civil e da segurança civil, estando a ser explorada não apenas no ESA BIC Portugal, mas também noutros centros e programas de incubação e aceleração.

IPN acolhe algumas das principais empresas espaciais portuguesas

Desde a sua criação que o IPN tem uma forte ligação ao setor espacial, com a incubação de algumas das mais importantes empresas espaciais portuguesas, tais como a Critical Software e a Active Space Technologies, e de empresas com origem no setor do Espaço como, por exemplo, a Feedzai.

O sucesso da relação do IPN com a ESA, fruto de outros programas de transferência de tecnologia, foi um dos motivos conduziu à criação, em 2014, de uma incubadora de empresas portuguesas da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Portugal), sediada em Coimbra e coordenada pelo Instituto Pedro Nunes. O ESA BIC Portugal é um dos quinze atuais centros de incubação da ESA a nível europeu, onde são apoiadas startups do mercado “Espaço-Terra”.

Web Summit pôs investidores de olho nas empresas da ESA BIC Portugal

Em novembro passado, com stand próprio na maior montra mundial de empreendedorismo e tecnologia, o ESA BIC Portugal deu visibilidade às várias startups incubadas. A presença recente na Web Summit teve como objetivo reforçar a internacionalização e mostrar a capacidade que a Região Centro tem de produzir empresas altamente capacitadas.

A convite da ESA, a Stratio, com sede em Coimbra, subiu ao palco “Growth Summit” para apresentar um sistema que prevê e antecipa a ocorrência de desgaste e de avarias graves em veículos pesados, inspirado nas práticas de engenharia da exploração espacial. Esta tecnologia, que surgiu de uma necessidade de um cliente, os Transportes Municipais de Coimbra, vai estar incorporada em mais de dez mil autocarros e camiões de operadores comerciais até ao final deste ano, sendo já utilizada em França, Reino Unido, Espanha, Portugal e Estados Unidos da América.

Outras empresas que valorizam a Região Centro

Também de Coimbra para o mundo, a Findster Technologies, já com clientes em mais de 70 países, criou através de tecnologia de geolocalização um sistema que permite ao utilizador ter controlo absoluto sobre a localização de animais de estimação (ou criança ou idoso) e que não exige o pagamento de mensalidades para a sua utilização, o que os distingue da concorrência.

Também a somar pontos lá fora, a SpaceLayer Technologies venceu em novembro um importante prémio europeu na edição 2017 dos Copernicus Masters, considerados os “Óscares do Espaço”. A aplicação premiada e desenvolvida em Coimbra monitoriza a poluição ambiental em zonas urbanas, podendo ajudar a melhorar a saúde pública e a diminuir custos, evitando desnecessárias hospitalizações, por exemplo, de doentes com patologias do foro respiratório. Recentemente, a SpaceLayer Technologies desenvolveu uma plataforma global para a Protecção Civil de monitorização de caudais dos rios, das cheias, do nevoeiro ou da erosão costeira que vai estar disponível até ao final do ano.

A Active Aerogels, uma das primeiras incubadas da ESA BIC Portugal, passou da fase de prototipagem para uma escala industrial, tendo já capacidade de produção em massa. A empresa de Coimbra desenvolveu o primeiro aerogel em spray do mundo com propriedades super-isolantes, e que pode ser usado em temperaturas de -250 a 400 graus. Criado inicialmente para isolar foguetões, o produto inovador e único da Active Aerogels está a expandir-se para mercados terrestres, com utilidade na construção civil, para substituir as espumas de isolamento térmico e na indústria aeronáutica, para acabar com o desgaste causado pelo material tradicional que reveste os aviões.

A Airbone Projects está a desenvolver uma estação de aterragem para aeronaves não tripuladas (UAVs, drones) para que troquem de bateria e resolvam o problema do tempo limitado dos seus voos quando sobrevoam, por exemplo, grandes áreas agrícolas ou florestais. Manutenção de linhas elétricas, vigilância eletrónica e agricultura de precisão são alguns dos setores que beneficiam com esta tecnologia de alta precisão.

Também a utilizar tecnologia espacial ao serviço da Terra, a Matereo desenvolveu uma plataforma que vai monitorizar a qualidade das águas fluviais da Região Centro.

Outra empresa a gerar valor para o centro do país é a Theia, que tem um projeto que permite a deteção remota de locais e recursos arqueológicos com base em imagens de satélite, permitindo avaliações de áreas arqueológicas muito vastas, de forma rápida e precisa, evitando atrasos e derrapagem de custos em obras de grande porte como, por exemplo, autoestradas.




Data

18 de Dezembro de 2017